sábado, 28 de setembro de 2013

Quando o amor te acontece



Quando o amor começar a te acontecer
Pegue-o de frente, não dê as costas.
Jure não estar vencido, mas por dentro,
Derreta-se, derrame-se. Não se amedronte:
Todo amor é bem-vindo,
Prodigioso e com direito a estribilho.
Acalme-se diante disso tudo,
O amor (...)
Vai que o amor
Acontece aos pouquinhos.

Intertextos entre os becos



Do que adianta olhar para fora?
- enxergar o estribilho?
Cair na gandaia?
Se tudo o que não vejo, sou feito de eu mesmo?

Reza a lenda. Quem preza por si
Anda na linha,
Quem foge ao avesso
Um dia tropeça,

Aonde for
Quem seja
Com que dor.

Anda na linha!


- O que mais vejo é, meu irmão, o beco.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Lado a lado



Agora eu sou um louco
E não me sinto pouco
Quase intenso; me reinvento,
Sou moço, seu moço,
Sou simples de coração,
Embora haja alguma emoção
Ajo por intuição
Sou ser sou dialeto
Sou por inteiro: completo.

Me distraio com as palavras
Afinal, são elas eternas
falas, lanternas raras
Sou pedaço de aço
Pó de asfalto
E medo de tudo
Do certo ou do errado
Tudo aos poucos,
De lado a lado.