segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Desumanizar


Teu mistério
É ser visto como ser
humano,
É estar humano
Enquanto todo o resto
Se desumaniza.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Espaço comum


Distante é o teu corpo
Que investe em mim de pouco a pouco
Um organismo etéreo
E me deixa louco
A ponto de esquecer
O respiro e a palidez de meus pelos.

Longe de mim é o teu jeito
Sempre eterno defeito
Condizente com qualquer história
Conivente com qualquer palavra
Abstrata ou incompleta.

Há milésimos de segundos
é a tua alma esquecida
Num labirinto inteiro de névoa
Que veio vindo
Até cair num não lugar
E fragmentar-se em
Espectro tangencial.


Este silêncio liquefeito
materializa-se a cada nova palavra.
Esta história conturba-se
De memórias pretéritas
São pretensiosas
Preditas
Imperfeitas...

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Dá pra ver


Ruídos?
Ruindade, menino!
Restos?
Realidade, menino!
Pavor?
É pra ver que o se
gredo da vida é es
tar à mercê.
É pra ver que o plano de fuga está distante, lá do outro lado da


                                                                                                                                   linha

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Ocupo meu espaço por agora



O meu espaço é fragmentado
em espaço concreto e absoluto
E por outro lado espaço nato, astuto.

Meu espaço maduro
Sem neblina ou pôr de sol
Lua negra ou perfume jasmim

Meu tempo é de medo
Aventura
Possibilidade

Só que pela idade
Além da vontade
Declaro-me
O antídoto do Brasil.

Se você que me lê
Acredita
Desconfia
Ou sei lá mais o quê!
Confie na sua sorte
Preste a grandeza
De ser inteligente
E subtrair a morte.

O meu espaço é amado
Espaço universal
Alado e limpo
Espaço com limbo cru
Nojo de tudo
Fede em náuseas transparentes.

Meu espaço é no Entanto
Um conector claro e cruel
Que concorda em partes
Com o resto da frase.


Se você que me lê
Também me zomba
A zombaria também
Faz parte dessa estranha
Hospedaria,
Isso o Quintana já dizia.

Explicação sobre a vida



A vida é essa manobra
Num dia manhas, manhãs e mantos
N'outro diluída obra!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

o mundo todo é um dilema e minhas palavras são sempre um grande problema pois me faltam é nesta hora que vem um plano de fundo como o sol em cada lindo entardecer e sinto na qualidade de humano nefasto a terra girar e terei medo diante disso eis minha pergunta sem resposta com um tipo de causa causo um espanto provoco um tumulto danado como a danada dor por dentro porque nem as vírgulas nem os pontos vêm de encontro ao meu acalanto me dá a vontade mas pela idade desaproximo do próximo passo passo a vida ao lado torto sou agora quebrado duro estático podre pobre nem no grito resolve

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Embora


E se fico a te observar
É no exato instante em que
Teus olhos entram nos meus.
É nesse ato
Que sou tua imagem
Ou a minha própria coragem.
Pois olhos tem
O que não deserta
Da vida.

E se tua sobrancelha sobe
Como a bailar folgada,
Teus lábios
Esperam um destino próprio.
Porque tudo que há
Na vida
Resume-se apenas pelo
Espaço entre o estar
E o perceber.


Se for tua inconstância,
Meu tempo invade o teu.
Embora milagre me seja!
Embora o céu escureça!
Embora o tempo se auto esqueça!
Embora tudo se dê
Dado estará
E feito permanecerá.