sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cotidiano??? Calo-me com a boca de feijão...


Minha mulher agora chegou com umas loucuras, mas acabei ouvindo. Disse que estava se sentindo prejudicada em nosso relacionamento. Eu fico com o carro, ela com a moto. Mas o que acontece? Eu nunca entendo. Quando éramos namorados ela vivia a me importunar: “amor, eu amo moto”. Hoje diz: “você é um cavalo. Deixa-me de moto e fica com o carro, logo no inverno?”. Eu não consigo compreendê-la. Deu de tomar banho no frio, diz ser greve, rebeldia, coisa de ingratidão. Aos domingos, quando me deito no sofá azul da sala de estar e ligo na Globo para assistir ao futebol, lá vem ela: “você não me ama mais, só pensa em futebol” e eu, cabisbaixo em proezas da cabeça finjo não ouvir (coisas de homem). “Homem é tudo igual”, ela reclama. E abro mais uma lata da cerveja nova. Termina o futebol, já é tarde e o Faustão acaba de iniciar. Neste instante chega minha esposa e diz: “Eu vou ao chá de bebê da Laís”. Como assim? Chá de bebê? Mas nesta hora? – “Vou num pulo, tomo o carro e já volto”. Quando vou dizer mais uma palavra ela bate a porta em minha cara usurpada. Observo da janela do banheiro o carro esvaindo-se pelo portão de entrada. Segunda-feira amanhece gelada. Passa voando e no fim da tarde nos encontramos em silêncio. Ela me diz algumas coisas e o que consigo ouvir é somente: “estou tomando remédio... controlador de emoções”, nisso, no entanto, não me emociono junto de minhas relíquias históricas de sonhos. Reflito um momento e penso que seja eu o culpado de tanta extremidade em nossas vidas. Aliás, creio que seja esta a primeira vez que acabo de me perceber porque até então, eu só a percebia com seus erros banais. Acabo por crer que homem é tudo igual. Sorrateiramente, caio fora do padrão de minhas leis inconscientes, abro mais uma latinha.

As instâncias


Quero a roda dentro do meu ser
Quero tua presença!
Eu quero o teu desejo e teu sabor...
Eu quero também o teu cheiro.
Eu quero um estrondo
Um mundo
Um caminho
Diálogo
Loucura
Sem tédio.
Quero somente um remédio
Quero um carro
Um metrô um trem...
Quero acalmar os teus nervos
Quero ser teu servo
Eu te quero por um momento
Alento
Medo
Sofreguidão
Cair ao chão
Quero tudo rondando
Uma volta por translação
A terra fixa
Eu quero a velocidade
O vento dos jatos
As nuvens perplexas
Os céus azuis
Eu quero um caminho
Estrada
Encruzilhada
Não dá em nada.
Eu quero que queira também
Ademais, não tanto querer
Por ter o que se tem,
Querer para querer sem só ser...
Quero pra ficar escrito no mapa.
Quero um retrato
Eu quero pedaço só
Eu quero me ser até o dia nascer
E ser, sei lá se ser, mas ao menos querer.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ao Chinês, as batatas


O Chinês da esquina aos trancos e barrancos:
- Pastelito com choquito um só tostito. Venha conheça pastelito do China.
Nisso um fusca vermelho 69 passa o sinal vermelho e atropela a mulher com as sacolas cheias de batatas.
A confusão foi enorme, deslocaram-se vendedores das lojas mais próximas, o calçadão pegava fogo pelo sol de meio dia.
Demorou muito, coisa que quase nunca acontece, para a polícia chegar e, quando estacionou a viatura o chinês foi o primeiro a se manifestar:
- Fusquito cruzou esquina vermelho 69 depois mulher caída!!!
O policial se fazia de entendido, mas, no fundo ria do pobre china.
O motorista do fusca era um cabeludo com óculos escuros, um happy da cidade, ao dar o depoimento ao policial, fingia estar doido:
- Pô, meu. Apavorou aí cara. A Muié se atreveu na frente da máquina, acabou com a pintura bicho.
O policial reivindicando:
- Não fala com gírias, tenha respeito!
- Pô, morou aí. Gíria é o nome da prima do China aqui, oh.! Ih...cadê o brow?!
E o chinês já não estava ali no momento para se defender...
Enquanto todos brigavam, a mulher ainda permanecia deitada ao chão sem nenhum atendimento, morria de dores e todos em volta faziam um círculo, como se fossem estudar anatomia, analisavam os cortes, uns diziam para não mexer, “isso pode prejudicar”, outros, por vez diziam: “tem que mexer, precisa levar pro hospital”, e a mulher como resposta gemia alto.
Enfim, a polícia lascou uma multa de cem contos ao mano do fusca 69, recebeu cinquenta reais de adiantamento deste pagamento e foi-se embora, a mulher atropelada foi levada ao hospital depois de algumas horas, foi ao prontoatendimento, mas como a fila estava grande demais, esperou três dias para uma cirurgia na bacia. O chinês, complô desta presepada toda, n’outra semana estava vendendo batatas pela metade do preço em sua lanchonete:
- Vendo batata bom tipo metade de preço venha compare e compre batata do China!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Terminal


Acordei com os gritos de minha irmã mais nova, era mais ou menos assim:
- Acorde seu besta! Acorda! Vai perder o ônibus.
Empurrava-me da cama e eu, ainda sonâmbulo tentava me esquivar e a babar feito cachorro com sede, agarrava-me ao fiel e escudeiro amigo; o travesseiro.
Não deu, não resisti à luta e caí da cama num solavanco.
- Já estou indo, sua chata! Gritei a ela.
Pus a roupa em três tombos, isso era por volta de cinco da matina, calça, blusa e boné. Passei água somente nas remelas dos olhos, pois no inverno não costumo desperdiçar tanta água, o planeta agradece. Às 05h30minh lá estava eu, de pé e frenético no terminal da Estação. Os ônibus pareciam máquinas do tempo em velocidades constantes e neste horário, nós, os desprovidos proletários prontos a fumar inconscientemente toda poluição da cidade rebelde. Saí no corridão em busca do meu ônibus que acabava de partir; merda, o que faria se o perdesse? Quando cheguei à porta do maldito ligeirinho o motorista a trancou, bradei algumas palavras delgadas e pobres e nisso tentei, ao mesmo tempo, abrir a porta forçosamente, já que o busão ainda estava estático no tubo. Nenhum resultado e o minhocão se foi levando a fumaça da madrugada junto. Nisso, junto à minha indignação de trabalhador diário e da fila que se abatia de segundo a segundo, uma mulher de mais ou menos um metro e meio me cutucou nas costelas de leve meio com ternura, quando me virei observei em seus olhos mundanos e ela fez apenas um sinal com o indicador da mão esquerda e um sorriso malicioso, mirou o olhar para a parte de trás do tubo, de onde vinham os ônibus, quando notei e dei por mim, havia mais uma renca de ônibus de minha linha, digamos que, mais ou menos uns três ou quatro, todos com mesmo itinerário; meu trabalho que me aguarde, agradeci a ela pelo favor em me alertar mas, não sei se fiquei bem ou mal com isso tudo. Eis o mistério das linhas de ônibus.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Quero ver


Me veja do seu íntimo
E dentro de cada instante;
Me acabe. Comova-se
E me vença, mas
Não diga que não te avisei.

Diga-me as tuas palavras.
Grite-me por entre as soldas.
- No mais, cada “porém” ou “mas”
Serão palavras de livre-escolha.

Não me venha com tédios,
Estou por aqui com ou sem jeito.
Inauguro um sentido defeito;
Me convença, vai!
Quero ver até onde vai.
Quero ver o que dá.
Quero só ver.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um Jardim ao lado da vida


http://www.camarabrasileira.com/dooutroladodavida.htm

Amanheceu em flores o dia de Amélia. Linda menina que tinha os olhos púrpuros e brilhavam como estrelas no céu. Ela regara todas as plantinhas pela manhã e ao sair de casa, perto de meio dia, descobrira ter esquecido a bolsa em casa, ao voltar para o lar encontrou uma tristeza longínqua que aos poucos foi lhe perturbando e comovida, perguntou a um parente próximo, na rua, o que acontecera, o que havia com aquele bairro? E com sublime tristeza no peito o homem de chapéu baixo e olhos carrancudos respondeu:

- Meu irmão, Joel, o mais novo da família acaba de morrer.

Amélia, esperançosa ainda, correu até o poço de seu quintal, puxou com força gritante um balde cheio d’água e correu para o local da desolação. Ao chegar, abriu a porta levemente e pediu permissão para entregar a água a cada uma das pessoas disposta no ambiente. Ao passo que as pessoas bebiam, a luz da sala tornava-se mais forte. Foi então que um homem bárbaro e ruinento da vila interrogou-a com uma pergunta mórbida:

- Menina, o que é isso? O que está acontecendo?

E ela, ainda reflexiva e paciente apenas respondeu:

- Por favor, confiem, bebam desta água.

No fim, quando o balde esvaíra-se de todo, as pessoas ainda chocadas com o acontecido, pensativas e chorosas se entreolhavam, não sabiam qual reação tomar, foi então que Amélia, a menina dos olhos púrpuros respondera com fidelidade:

- A água é o maior remédio que podemos obter à nossa vida necessária. Somos seres limitados e precisamos, todavia, do entendimento próprio. O seu irmão – e dirigindo-se ao homem de chapéu – está bem.
Todos abriram os olhos com mais nitidez ao passo que ela falava, e quando já saíam do lado de fora da casa, em poucos segundos puderam notar, no mesmo lugar onde havia pedras azuis, uma mansão de flores brotaram e se expandiram, em meio a pouquíssimos segundos havia neste lugar um jardim completo de doçura e cor, então Amélia finalizou:

- Foi o seu irmão mais novo que, do outro lado da vida, pediu-me para avisar-lhes deste jardim, e que de agora em diante o representará de forma tênue e bela para que todos saibam a grandeza que tem cada segundo de nossas vidas.

terça-feira, 12 de abril de 2011

amo

Te amo
Eu amo você
Amo você
Te amo
Mas que o amor falado
Este rompido
Que torna a folha
A brotar.
Mais que um amor
Amargo
Doce um amor
(Congelado no tempo).
Eu amo você
Te amo
Amor você
Você eu amo
Mais de uma vez
Seguidamente
Vezes
Três por quatro
Tempos
Sem fronteiras
Eu amo você.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pensamento em dia


É provável que muitos acontecimentos marquem nossa existência na terra. Embora pensemos ser um mistério horrendo, somos aniquilados com a ideia de termos uma alma. E no momento propício no qual se descobre um ser ultra-além-de você é que a mais interessante medida deve ser tomada; agir conforme as leis de causa e efeito. Temos inúmeros irmãos amadrugados pela vida cruel e devastadora que se espairece a tantos, conquanto temos, por outro lado, uma infinidade de seres que trabalham substancialmente em prol do adiantamento próprio e dos outros. Assim como Sócrates, através do discurso de Platão se mostrou fiel ao compromisso de provar sua existência na terra, nosso corpo físico é somente uma ferramenta utilizada e comprometida para nossa experiência na vida. Somos, particularmente, alceados pelo compromisso que escolhemos. Ainda que esta escolha seja uma grande tarefa incumbida em nossos corações, muitas vezes acabamos por desistir em meio ao caminho. Pensemos na grandeza do universo e em sua lei magistral, na medida subtraída que existe em todo lugar e por fim, nas possibilidades de realizarmos tudo o que desejamos em princípio de nosso limite "Porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele” (Marcos 11:23; veja Mateus 17:20; 21:21; 1 Coríntios 13:2). A vida se fará de bênçãos e como flores numa árvore, seremos lâmpadas luminosas no leal caminho do próximo. Todas as nossas virtudes estão embutidas em nosso dever íntimo, somos aquilo que exaurimos com a voz da consciência e implicitamente, é perceptível apenas para alguns poucos seres. Nunca sentir-se abandonado é um grande passo; somos peças fundamentais para o movimento da vida, portanto, alguém nos observa e nos guia. Nossos problemas se transformarão em harmonia, e pela mais bela forma de se comentar: “Depois da tempestade virá o sol, triunfante a brilhar e contagiar a todos”. Cada problema de hoje é um impasse que se nutre de virtudes para o amanhã. A colheita é vindoura quando plantamos o que desejamos com a mais súplica bondade de nossos dias.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O assalto na Santos Andrade

http://www.camarabrasileira.com/cronistas2011.htm


Sentei-me às 13h00min da tarde em frente à UFPR. Como diria minha grande amiga M. Lúcia, em meio a um sol curitibano, já curitibado e amarelo. Naquele banquinho branco de costa para o Guairão. Três minutos e fui surpreendido por um abestalhado maconheiro, com face singela e peito estufado esbaforiu-me estas palavras:

- Não olhe pra trás, mano! Se olhar o cara vai te estourar os miolos.

Permaneci atônito, intacto e firme com a bunda no banco. Em seguida ele me interpelou:

- Passa o dinheiro!

Tirei os míseros oito réis que havia na carteira, ele pedia mais e eu não tinha. Depois me alugou: - Passa o celular.

Entreguei o celular de oitenta réis. Depois, com um pacote de bolacha na mão, pediu para que eu fingisse que estava a oferecer o alimento a ele, para que os milhões de pedestres não desconfiassem da surpresa, perguntei, olho no olho:

- Aceita bolacha?

- Uma só, obrigado. Tomou a bolachinha nas mãos e saiu lentamente, a dizer que eu não me atrevesse a olhar para ele. Em seguida, dentro de pouquíssimos instantes, abri os olhos, levantei a cabeça e o sujeito havia evaporado como água na chaleira.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Educação


Quero ressaltar, antes de expor palavras ao abuso dos olhos de quem lê que este texto não se baseia em nenhum tipo de teoria, embora, ainda, se cruze com intertextualidades sobre o assunto. Escrevo com minha opinião, ainda que ela tenha sido usurpada.


Na minha experiência no exato momento, [passim], com frequência encontro um mundo deplorável, uma lástima que se alimenta dos adolescentes da ultra contemporaneidade, propriamente dita. Um adolescente de médio ensino não pensa em estudar, sei que posso criar um estereótipo, mas esta é a ideia. Ele quer somente ouvir música, deitar nos desarranjos e escafeder em seu mundo completamente fechado. Há uma degradação no Ensino. Com isso prova-se que o problema ambientado não é meramente do aluno, mas de muitos professores que entram em sala para argumentar pobrezas verbais sem nenhuma proporção ou dinamismo. Professores que são arrogantes e que só pensam em dinheiro. Em terceiro lugar encontra-se um terceiro problema, o Estado. Este vive na miséria, em se tratando de educação, o Estado abusa do poder e rompe as estruturas benéficas da base da ordem de uma sociedade. Novamente repito a já conhecida frase: “O mau exemplo vem de cima”. As pessoas são reflexo do Estado, este, por sua vez, do país e assim por diante. É imperioso criar fórmulas que abriguem o todo, o problema são os alunos, mas também alguns professores e com firmeza na citação; o império bizantino chamado Estado, o poder que sobredomina consciências frágeis e as fazem prestar atenção na supérflua e muitas vezes inútil simpatia. O carnaval se acabou, mas minha sala de aula ainda está na passarela. Conservo a riqueza da tarefa sobre a ausência de gritos em sala, conservo a aliança em formar bons cidadãos que pensem com criticidade e que observem as coisas sob outro ângulo. Não é difícil nem impossível. Mas chego cada vez mais à conclusão de que na vida as coisas mais simples e fáceis são, com certa razão, as mais difíceis de aprender. O auxílio parte do “eu” que há dentro de cada um, conhece-te a ti. Eu não ensino, eu apenas mostro um caminho a seguir, um trajeto pelo qual a estrada é cheia de trincheiras e buracos da guerra do passado, mas que no fundo de cada poço existe um ponto luminoso de esperança.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Na Praça


Sobrou um momento propício para falar de mim. Utilizaria somente umas três ou quatro linhas, no máximo. Mas falar de mim não é fácil. Comecei falando das coisas boas, que sou uma pessoa de fácil adaptação, depois comentei, também, que sofri muito na vida e por isso não quereria que o mesmo viesse a acontecer com meus filhos. Descrevi minha família e logo após, iniciei algumas palavras ofuscantes sobre meus desacertos. A psicóloga me olhou de viés, com certa desconfiança quando comentei que fui casado duas vezes. A sala perturbadora tomou-se de um ar impuro e num reflexo sob o espelho que dava para a poltrona da recepção consegui encarar a dona do consultório. Em seguida um silêncio novamente se fez e a purpurina da folha de rosto, na qual transcrevi meus dias, estava encharcada de uma umidade fulgurante e sem prazer. Nas idas e vindas de minha vida eu nunca precisei contar minha história porque sempre achei melhor e mais fácil falar do outro. Mas hoje, num termo de adaptação à vida em que me encontro preciso me condizer antes de tudo, para que alguém em algum dia sublime o meu dia e, por ventura, o torne mais límpido ao meu entendimento. Eu não sabia o que era terapia, e quando terminei minha consulta desci o prédio e estava em meio à Praça Osório. Só então me deparei que minha realidade era nítida e relembrei muitas coisas do passado, coisas pelas quais eu não conseguiria viver, mas pensando melhor eu consegui ultrapassar as barreiras penosas e vivo, aprendi a soletrar ideias, aos poucos, que me tornaram o homem de agora. Deparei-me com mais um homem que, quando olhei de frente realmente, percebi que era em torno de um espelho enorme reluzente e que o reflexo era meu. Comecei falando de mim quando cheguei em casa e minha vida foi sendo invadida por uma pressão atmosférica diferente, uma coisa estranhamente oblíqua que até hoje não sei dizer o que fosse.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sol



Já sonhei sonhos impossíveis;
Percorri espaços inimagináveis;
Já conquistei o amor do mundo;
Entreguei-me ao momento só;
Já me estagnei na solidão cruel e devastadora da vida
Detive-me inúmeras vezes em problemas pequenos...
Eu já conquistei o mundo.
E de tudo o que fui
Nada me fez melhor ou pior,
Apenas acresci como sujeito
Em uma vida que cresci...
E por ali onde eu andava
Eu aprendi, aos poucos,
Que tudo na vida tem um tempo certo...
Que nada resolve ultrapassar os limites da própria vida.
Uma vida abençoada se faz, antes de tudo,
Daquele que a abençoa e vive.
O amor é a repercussão
Do milagre sofístico
Que transforma a miséria humana em eterna
Luz do ventre
Do sol.