quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um Jardim ao lado da vida


http://www.camarabrasileira.com/dooutroladodavida.htm

Amanheceu em flores o dia de Amélia. Linda menina que tinha os olhos púrpuros e brilhavam como estrelas no céu. Ela regara todas as plantinhas pela manhã e ao sair de casa, perto de meio dia, descobrira ter esquecido a bolsa em casa, ao voltar para o lar encontrou uma tristeza longínqua que aos poucos foi lhe perturbando e comovida, perguntou a um parente próximo, na rua, o que acontecera, o que havia com aquele bairro? E com sublime tristeza no peito o homem de chapéu baixo e olhos carrancudos respondeu:

- Meu irmão, Joel, o mais novo da família acaba de morrer.

Amélia, esperançosa ainda, correu até o poço de seu quintal, puxou com força gritante um balde cheio d’água e correu para o local da desolação. Ao chegar, abriu a porta levemente e pediu permissão para entregar a água a cada uma das pessoas disposta no ambiente. Ao passo que as pessoas bebiam, a luz da sala tornava-se mais forte. Foi então que um homem bárbaro e ruinento da vila interrogou-a com uma pergunta mórbida:

- Menina, o que é isso? O que está acontecendo?

E ela, ainda reflexiva e paciente apenas respondeu:

- Por favor, confiem, bebam desta água.

No fim, quando o balde esvaíra-se de todo, as pessoas ainda chocadas com o acontecido, pensativas e chorosas se entreolhavam, não sabiam qual reação tomar, foi então que Amélia, a menina dos olhos púrpuros respondera com fidelidade:

- A água é o maior remédio que podemos obter à nossa vida necessária. Somos seres limitados e precisamos, todavia, do entendimento próprio. O seu irmão – e dirigindo-se ao homem de chapéu – está bem.
Todos abriram os olhos com mais nitidez ao passo que ela falava, e quando já saíam do lado de fora da casa, em poucos segundos puderam notar, no mesmo lugar onde havia pedras azuis, uma mansão de flores brotaram e se expandiram, em meio a pouquíssimos segundos havia neste lugar um jardim completo de doçura e cor, então Amélia finalizou:

- Foi o seu irmão mais novo que, do outro lado da vida, pediu-me para avisar-lhes deste jardim, e que de agora em diante o representará de forma tênue e bela para que todos saibam a grandeza que tem cada segundo de nossas vidas.

Um comentário:

  1. Eu, que não sou piegas, chorei.
    Chorei porque sempre sentirei a ausência de um irmão. Chorei porque hoje pensei nele e não posso mais vê-lo.

    Mas disso eu já sabia... mas ainda assim chorei.

    :(

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