Depois, muito mais de mil vezes
Peço para que o resto seja milagre.
Aguento teu cheiro
E suporto tua dor. Mas não me venha com tristeza.
Deixe a luz da sala acesa! eu já falei.
Não me venha com tristeza.
Quem muito se gaba
Não consta o mérito da proeza.
Não retarde a luz culpando o sol.
Eu amanheço com pão francês. Hoje
É outro dia. Compro o jornal das 6.
Nenhuma notícia importante.
Mas o que mais importa é que a luz se fez.
Suporto a tua dor. Retiro ela de teus ombros.
Sorrio num sorriso teu. Meigo e singelo.
Abraço num abraço teu. Forte como um mistério.
A luz se apaga e começamos um samba enredo.
Numa balada tonga da mironga, meio de lado.
Continuo depois naquele tempo embalo
Que me bota no medo defronte da coragem.
Luz...quero luz!!!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Grito

Um pedido de clemência que seja,
Um grito de amor e ódio
Mas meu vulto depende da minha calma
E o meu ser inventa mais uma mentira.
Um rumor de lástima que se inverte,
Uma desculpa sem culpa
Quem seja, seja somente um paraíso perdido.
Uma invenção indesejada somente
Por lástimas toscas e tantas outras formas.
Um silêncio sem compaixão que seja
E que exprima de dentro das entranhas
Um gosto salgado de nobreza e mídia.
Um gesto de amor, que seja, e depois
Uma história solta por vestígios
para inaugurar uma nova estampa na lata.
Se a cara diz quem é a derrota,
O corpo padece e adoece em seguida
Por pensar, nitidamente, que a luta
é em vão e os milagres são naturais ao tempo.
Um grito de amor e paixão
Um pequeno detalhe dentro do grito
que silencia o universo,
O silêncio quebra o estado normal
da paciência e em seguida, ao que segue
Se um tresloucado rumor de sonhos passa,
Se se passa por lá
a dor
a cor
amor
Se se passa aqui.
Um grito de amor e ódio
Mas meu vulto depende da minha calma
E o meu ser inventa mais uma mentira.
Um rumor de lástima que se inverte,
Uma desculpa sem culpa
Quem seja, seja somente um paraíso perdido.
Uma invenção indesejada somente
Por lástimas toscas e tantas outras formas.
Um silêncio sem compaixão que seja
E que exprima de dentro das entranhas
Um gosto salgado de nobreza e mídia.
Um gesto de amor, que seja, e depois
Uma história solta por vestígios
para inaugurar uma nova estampa na lata.
Se a cara diz quem é a derrota,
O corpo padece e adoece em seguida
Por pensar, nitidamente, que a luta
é em vão e os milagres são naturais ao tempo.
Um grito de amor e paixão
Um pequeno detalhe dentro do grito
que silencia o universo,
O silêncio quebra o estado normal
da paciência e em seguida, ao que segue
Se um tresloucado rumor de sonhos passa,
Se se passa por lá
a dor
a cor
amor
Se se passa aqui.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Riminha vaga sem bunda
Eu sou um instante de amargura
Misturado com a vontade louca
De viver sempre de forma solta
Um dia que seja de fissura
Quando desvaneço eu reapareço
Me esqueço, toda minha moda
Já que o que prende-me, incomoda
E depois eu somente me esqueço.
Finjo ao dizer palavras pensadas
Que são inpensáveis dentro do meu ser
Já que para se ser é necessário crescer
E volto, volto lá com minhas estradas.
Sou eu, um instante no tempo
Um momento forte nesta caminhada
Que se mete a uma fina navalha
Da qual na qual pela qual já nem sei...
Misturado com a vontade louca
De viver sempre de forma solta
Um dia que seja de fissura
Quando desvaneço eu reapareço
Me esqueço, toda minha moda
Já que o que prende-me, incomoda
E depois eu somente me esqueço.
Finjo ao dizer palavras pensadas
Que são inpensáveis dentro do meu ser
Já que para se ser é necessário crescer
E volto, volto lá com minhas estradas.
Sou eu, um instante no tempo
Um momento forte nesta caminhada
Que se mete a uma fina navalha
Da qual na qual pela qual já nem sei...
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Tempo de rebentar algo em meu coração

Je sens de l'amour par toi
I express myself languages that I am unaware of
Я ваш вундеркинд влюбленности
Mas já passou!
É tempo de amora e paz
Porque dentro a mim estoura outra vez a paixão.
Minha quermesse de louvores sólidos
Abstém-se do mais profícuo mingau de sal.
Falo avant par moi do que por ti mesma
Mas quero que aprenda em cada unicidade
Do som da minha voz,
Que sai um algoz tipo algo veloz
E relança-se por meu bel prazer.
Eu reamo teu abastardo jeito de servir
O tímido para reavivar os loucos,
Mas desamo a minha ternura incompleta
E torta para servir a mim por mim aos poucos.
Eu já me amo
Por um amor mudo
Por uma flecha de paixão surda
Mas penso digo e ouço tudo que me convém.
I express myself languages that I am unaware of
Я ваш вундеркинд влюбленности
Mas já passou!
É tempo de amora e paz
Porque dentro a mim estoura outra vez a paixão.
Minha quermesse de louvores sólidos
Abstém-se do mais profícuo mingau de sal.
Falo avant par moi do que por ti mesma
Mas quero que aprenda em cada unicidade
Do som da minha voz,
Que sai um algoz tipo algo veloz
E relança-se por meu bel prazer.
Eu reamo teu abastardo jeito de servir
O tímido para reavivar os loucos,
Mas desamo a minha ternura incompleta
E torta para servir a mim por mim aos poucos.
Eu já me amo
Por um amor mudo
Por uma flecha de paixão surda
Mas penso digo e ouço tudo que me convém.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Um dia de minha vida

Pulo no aujar da simples vida que levo. Encontro-me de frente com uma piriguete que comenta radiolas da cabeça, perambula depois com um tênis maior que a cabeça e a calça mais larga que a capoeira. Adiante sigo em frente a um caminho quase nulo de vertigem, encontro-me de costas com a cidade que me viu nascer. Não creio em como toda esta vida esqueci-me do quintal don qual eu vim, dos pássaros aos quais acabei com suas esperanças e dos tomates que plantei no chão de minha terra. Depois me encontro de frente, volvente, com uma pessoa cheia de remorsos e medo nos olhos, estes olhos brilharam para mim como se fossem dois faróis ébrios numa madrugada de neblina e frio. Passo por ela e ela por mim, mas não nos passamos. Apenas de forma ainda estranha nos notamos meramente que um existe sem a necessidade do outro existir. Um espaço se abre em frente a uma população do terminal rodoviário, uma fila complexa de gente indo trabalhar, acendo meu cigarro e retiro do bolso com um pequeno buraco um palito de dente meio acabado de velho. Cuspo sob o chão que me viu crescer, não olho para trás, volvo-me diante da estepe da porta do ônibus verde e desço três pontos depois. Tomo um café compensado de um belo pão com carne. Patrícia me chama pelo nome, quando viro-me a notar sua presença ela abre um sorriso escandalizado e me abraça fortemente, sente na ternura um carinho inexplicável por mim, eu sorrio complacente e me divirto com a ocasião. Aparece o Sebastião, dono do bar onde me viro, Patrícia relata sua vida e sua miséria...menino! como você está mudado, da última vez que nos vimos você andava mal trapilho. Eu continuo na permuta entre o silêncio e tranqüilidade, desde cedo são as duas melhores qualidades. Agradeço com a cabeça em me achar, talvez, mais belo, mas nem eu sabia disto. Patrícia tem um sorriso ainda sôfrego no fundo, sei que necessita de ajuda ou qualquer tipo de auxílio, quando meu pescoço se vira ao lado da Rua Dos Vencidos, passa um garotinho sem chinelas, me olha de forma triste e me deixa triste com seu olhar, levanto meu peito e quando vou ao seu encontro ele desaparece como se fosse fantasmagoria. Agora chego à estância que meu pai deixou-me de herança, tem muitos cavalos e cabras, mas nada me felicita, nem na Patrícia consigo pensar, o cheiro de merda cru de vaca é dispensável a qualquer instante, as narinas nunca escolhem o que cheirar, da mesma forma que nunca se escolhe o assunto a que ouvir, a mente internaliza tudo num estado de cisterna, como se fosse a plasma de um momento eterno. A herança de meu pai está invadida completamente pelos sem-terra da aurora, eu não ligo para isso. Depois a Patrícia aparece novamente em meus sonhos, eu inicio uma busca perdida do que me falta e nada encontro, absolutamente nada. Beijo-a e nos unimos num só instante, o motor de um novo ônibus se liga automaticamente e saímos juntos para a concretude de um longo dia.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Descrição
Caminho de lado à esquerda
Quando me vejo ao espelho não reflito nem nada trasmito
Depois corro corado disto de uma corda de lado
E morro de amor
Tem uma parede trás de mim
Atraso um pouco sem medo nem temo a cor
Mas continuo a morrer pela estrada larga infinda
Que me leva de um lado chamado ainda
Uma demarcação de terras
E uma chuva cai dos céus como milagre
Invejo as nuvens e sinto uma natureza
Completa sobre meus pés
Inundo-me de ébrias ideologias
Depois dos quinze anos
E após os quarenta me desfaço dos planos
Que faço outros.
Quando me vejo ao espelho não reflito nem nada trasmito
Depois corro corado disto de uma corda de lado
E morro de amor
Tem uma parede trás de mim
Atraso um pouco sem medo nem temo a cor
Mas continuo a morrer pela estrada larga infinda
Que me leva de um lado chamado ainda
Uma demarcação de terras
E uma chuva cai dos céus como milagre
Invejo as nuvens e sinto uma natureza
Completa sobre meus pés
Inundo-me de ébrias ideologias
Depois dos quinze anos
E após os quarenta me desfaço dos planos
Que faço outros.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Estúpido Sentido
Não existe tempo
melhor que hora.
Oh! quantas vezes terei de repetir?
Somente o meu bem-estar faz-me bem.
Minto, quase existo!
Eu minto agora.
Não existe passado
porque passou,
Nem existe futuro
que não chegou.
O presente me perturba e consome.
O presente me alimenta e me come.
Existo-me fora ao tempo
Pois meu ato é crônico
e depois produzo eu próprio
qualquer coisa.
melhor que hora.
Oh! quantas vezes terei de repetir?
Somente o meu bem-estar faz-me bem.
Minto, quase existo!
Eu minto agora.
Não existe passado
porque passou,
Nem existe futuro
que não chegou.
O presente me perturba e consome.
O presente me alimenta e me come.
Existo-me fora ao tempo
Pois meu ato é crônico
e depois produzo eu próprio
qualquer coisa.
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