Depois, muito mais de mil vezes
Peço para que o resto seja milagre.
Aguento teu cheiro
E suporto tua dor. Mas não me venha com tristeza.
Deixe a luz da sala acesa! eu já falei.
Não me venha com tristeza.
Quem muito se gaba
Não consta o mérito da proeza.
Não retarde a luz culpando o sol.
Eu amanheço com pão francês. Hoje
É outro dia. Compro o jornal das 6.
Nenhuma notícia importante.
Mas o que mais importa é que a luz se fez.
Suporto a tua dor. Retiro ela de teus ombros.
Sorrio num sorriso teu. Meigo e singelo.
Abraço num abraço teu. Forte como um mistério.
A luz se apaga e começamos um samba enredo.
Numa balada tonga da mironga, meio de lado.
Continuo depois naquele tempo embalo
Que me bota no medo defronte da coragem.
Luz...quero luz!!!
De milagres, nada sei.
ResponderExcluirTristeza já é outra coisa...
De narcisismo já ouvi falar que há quem prefira conversar com o espelho...
De pão francês nem chego perto e
Dos jornais do dia corro, as notícias são tão previsíveis e insensíveis, mas
Da luz eu tbém gosto, isto é, se não houver muito calor.
De dor, de sorrisos e de abraços é que os dias são preenchidos e
De músicas e reflexões em medidas suficientes para querer amanhecer de novo.
|||||||||||||||||||||||
Gosto de ler, mas acima de tudo gosto de comentar o lido e se o faço é porque senti o texto.
Obrigada por compartilhar o seguir das horas.