terça-feira, 30 de novembro de 2010

Palcos neon

Depois, muito mais de mil vezes
Peço para que o resto seja milagre.

Aguento teu cheiro
E suporto tua dor. Mas não me venha com tristeza.

Deixe a luz da sala acesa! eu já falei.
Não me venha com tristeza.

Quem muito se gaba
Não consta o mérito da proeza.
Não retarde a luz culpando o sol.

Eu amanheço com pão francês. Hoje
É outro dia. Compro o jornal das 6.
Nenhuma notícia importante.
Mas o que mais importa é que a luz se fez.

Suporto a tua dor. Retiro ela de teus ombros.
Sorrio num sorriso teu. Meigo e singelo.
Abraço num abraço teu. Forte como um mistério.

A luz se apaga e começamos um samba enredo.
Numa balada tonga da mironga, meio de lado.
Continuo depois naquele tempo embalo
Que me bota no medo defronte da coragem.
Luz...quero luz!!!

Um comentário:

  1. De milagres, nada sei.
    Tristeza já é outra coisa...
    De narcisismo já ouvi falar que há quem prefira conversar com o espelho...
    De pão francês nem chego perto e
    Dos jornais do dia corro, as notícias são tão previsíveis e insensíveis, mas
    Da luz eu tbém gosto, isto é, se não houver muito calor.
    De dor, de sorrisos e de abraços é que os dias são preenchidos e
    De músicas e reflexões em medidas suficientes para querer amanhecer de novo.

    |||||||||||||||||||||||

    Gosto de ler, mas acima de tudo gosto de comentar o lido e se o faço é porque senti o texto.

    Obrigada por compartilhar o seguir das horas.

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