quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ao menos uma vez!



Compadeça-se por tantas palavras
Que me envias diariamente transversalmente
Como que tortas ou fora da órbita.
Comenta-se, por aqui, que o espaço
É teu lazer, teu subterfúgio de nostalgias tontas.
Só que tonto soy yo!
Que ama e adultera o processo de amar
E que se estabelece em qualquer lugar
E pensa estar em casa.
Depreenda-se do teu lado
Porque sem afago seria o destino
Enumerado e incerto?
Incertas são as tuas palavras
Tuas risadas
Tuas noturnas caminhadas.
Desperte-me se coragem tens!
Enxuga-me os olhos do ontem!
Prenda-me entre os pelos do braço!
Guarda-me, no entanto, na alma,
Porque teu coração fuma
O esquecimento de uma música
Cruel que nunca cessa!
Cesse!
Sesse!
Sexta-feira seja!
Faça o que dá na telha
Tenha coragem
ao menos uma vez.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Prédios e tédios



Prédios e Tédios
São sinais opulentos
De algum tipo
De mistério...
São feitos sem versos,
Sem poesia...
São todos figuras...
Agora é Tempo
De algum momento
Infinito!
Somente os prédios
(Quantos bancos!)

E os Tédios.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Sempre faz frio em minha cidade


A frivolidade...
o frio fresco
que cobre a rua.
o resto de sol sobre a noite nua...
A bagagem estendida por detrás da lua
Já é noite e a friagem retrai os dentes
resseca e parte os lábios
congela o nariz, as mãos e o coração.
O gelo deixa de ser
quando o sol ressurge tenaz e operante.
O frio frívolo
Dá lugar à paixão dos ausentes
à alucinação dos “loucos”
à concepção dos “puros”
e tudo se torna poético
à luz do alabastro.
Tudo se refaz
como se ainda nada fosse feito.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Alguns fatores



Então me perguntam
e me respondem
tudo sobre a vida...
Deus, a que tempo?!
Oh, juro,  o tempo...
as nossas moléculas se decompondo
As nossas sujeiras sendo dissecadas
As nossas novas meias sendo inutilizadas
As nossas risadas tornando-se cada vez mais grossas
E de tudo o que aqui coloco
Também as nossas vidas
Que estão cada vez mais velhas
Não por causa das meias inutilizadas
Nem pelas risadas
As moléculas poderiam até ser... Mas não.
Nem a explicação aos fatores de que somos

Meditados a fazer...