terça-feira, 18 de julho de 2017

Sempre faz frio em minha cidade


A frivolidade...
o frio fresco
que cobre a rua.
o resto de sol sobre a noite nua...
A bagagem estendida por detrás da lua
Já é noite e a friagem retrai os dentes
resseca e parte os lábios
congela o nariz, as mãos e o coração.
O gelo deixa de ser
quando o sol ressurge tenaz e operante.
O frio frívolo
Dá lugar à paixão dos ausentes
à alucinação dos “loucos”
à concepção dos “puros”
e tudo se torna poético
à luz do alabastro.
Tudo se refaz
como se ainda nada fosse feito.

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