terça-feira, 8 de agosto de 2017

Ocupo meu espaço por agora



O meu espaço é fragmentado
em espaço concreto e absoluto
E por outro lado espaço nato, astuto.

Meu espaço maduro
Sem neblina ou pôr de sol
Lua negra ou perfume jasmim

Meu tempo é de medo
Aventura
Possibilidade

Só que pela idade
Além da vontade
Declaro-me
O antídoto do Brasil.

Se você que me lê
Acredita
Desconfia
Ou sei lá mais o quê!
Confie na sua sorte
Preste a grandeza
De ser inteligente
E subtrair a morte.

O meu espaço é amado
Espaço universal
Alado e limpo
Espaço com limbo cru
Nojo de tudo
Fede em náuseas transparentes.

Meu espaço é no Entanto
Um conector claro e cruel
Que concorda em partes
Com o resto da frase.


Se você que me lê
Também me zomba
A zombaria também
Faz parte dessa estranha
Hospedaria,
Isso o Quintana já dizia.

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