É engraçado como a vida é.
Quando a gente é pequeno como um sapo
Quer ser grande como um leão.
E quando chega à medida
Do grande e feroz animal
Sente saudades da lagoa
E dos colegas girinos.
Quando a gente é moleque, destes
Que gostam de rua,
Quer por maior prazer
Ter pelos no peito, barba
E grandes músculos.
Depois que cresce,
Percebe que tantos problemas
Apenas deixam-nos
Sem pelos no peito, barba
E apodrecemos amiúde
Em frascos de remédios
Ensurdecedores.

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