quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pró-testes


Protesta o meu povo:
Um arco em direção ao azul do céu!
Rebenta no meu peito
Em forma de estopim
Uma vontade quase louca de se lutar.
Mísero, misérrimos os ditos
Entre não ditos.
Vou, sim, à armadura e laços
Pois se traços não me ofendem
O que seria assim, do aço de meu sangue?
Reúno-me à massa
E de toda farsa de um país nulo
Prejudico-me, atenuo, mas queimo
As bandeiras opositoras
Dos que matam por nada
Dos que atiram sem nada
E deste mesmo nada tudo se perde
Tudo se esquece no tempo
E depois, pobremente, nada se compreende.

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