quinta-feira, 21 de julho de 2016

A Estrela


Enquanto uma Estrela púrpura que antecedia
O amanhecer gritava meu nome e fugia e sumia...
Já não sabia se era passagem ou codinome,
Mas era frio, cadente, reluzia...
Embora estivesse em prisma
Qual imagem do mar
Em meio à madrugada intensa e gelada,
Dizia e desaparecia: meu encontro era desmarcado
Por anseios terrenos
Em terremotos vulgares...
Eram lugares distantes
E não me faziam compreender por que tão
Longe cada vez mais de mim ficava
A estrela que tanto brilhava.

Só que não chegava a mim a luz.
O medo de dizer era maior que o pensamento
E neste momento, se é que há,
Há, apenas, para se saber ou lembrar
E não morrer por inteiro.
E mesmo em meio a tanto nevoeiro
A Estrela, lá em cima, continua a clarear.

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