quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O Indizível cantar meu

chuvas

Indizível cantar funesto este meu;
Quanto mais canto,
Mais encantado estanque permaneço
No instante que se perdeu.
Só que enlouqueço nesse sonhar
Invólucro, quase consagrado não-lugar,
E alimento minha esperança
De pensar no efêmero
Ou meio eterno.

[...]

Inexorável instância do alento
Retrógrado, agradado por pensamentos
Lentos, de tempos em tempos...

Levo à válvula de escape os olhos crus,
Nus de pureza a alma carbônica
De praças surrealizadas.

Levo à poesia que leva a nada
Do lugar comum a fumaça ionizada
De momentos de trabalho árduo,
Suor, cansaço, sintomas e esperança alada.




Nenhum comentário:

Postar um comentário