segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O tempo não é


Não, o tempo é.
É a história mal contada.
A dúvida atemporal esquecida
Cujo fardo se dilui pela vida.

O tempo é.
É o relógio de areia,
O sol, o sul, o céu.
É a poesia lida,
Esquecida,
Preferida.

O tempo... Talvez o
Espaço etéreo ou o eterno
Pensar.

O tempo é a sombra,
Não a claridade...
É a antítese
A mesóclise ou qualquer hipótese.

O tempo...não o ontem,
Nem o hoje, quem dirá o amanhã...
É inefável, potente,
Infalível...

O tempo de outrora,
Que se corporifica no agora
É lento e demora!

Mas e se o tempo não existe?
Desiste-se a tempo do tempo
Ou com bravura o enfrenta?

Há tempos se fala sobre
Este psicológico e impreciso termo:
Este tempo de cujas margens se alimenta a memória.

Só que esta cronologia incerta,
De tantas teorias parida,
Talvez certeza ou incerteza signifique,
Ou talvez represente o próprio talvez
Que sempre ganha tempo
Para definir esta nossa maior dúvida:
O tempo.

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