sexta-feira, 23 de julho de 2010

Frente e verso no supérfluo mundo de um Poema do séc. XXI


Não mais porque, meu poema reflete um eco/
Dês-sincronizado e fora do eixo,/
E eu brilho dez estrelas cadentes sob um olhar/
Singelo e nobre que entorpeça um mundo em minha direção:/
Um coração? Um colapso? Grite um grito grave,/
Grave só o meu nome na tua alma, apenas/
Caminhe por ele. Agora/
Sem mais nem por que, invente um poema e/
Adicione à sua lista de contatos um instante/
Eterno de nobreza. Creia na tua razão, não confie tanto em destino,/
Quem em destino acredita, desacredita por si só num momento/
Que reduz qualquer aprisionamento de alegria,/
Aqui, recomeço a dizer pelo boato intrínseco/

Não mais, nem por que, este poema será um eco/
No fim de cada mente apreensiva e constante de solidez,/
Não se mente por mentir, nem por querer, não é mentira que/
O destino escolhe ou desacolhe a imaginação, conquanto/
Qual todo estado de latência acaba por deduzir que/
Um segundo de imaginação se integra por/
Uma busca urgente e infinita,/
De agora em diante, até o final de todas as linha isso será/

Sem mais nem menos,/
Corro atrás de um paraíso encontrado/
Já que quanto mais se teme, mais se mede, por isso/
Todo quebranto fugaz de cada demência será também milagre,/
Milagre qualquer que se abuse e se lambuze, porque em fim disso,/
Me vi de verbos e solos dissonantes, e agora sou um/
Eco, novamente um eco feito de aço. Eu/
Então, solo, inicio uma busca pelo metal de minha carreira/
Como se fosse um poema. Este será o mesmo de sempre,/

Nenhum comentário:

Postar um comentário