sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sonoridade de uma lei brusca


[sinfonia das cores, por Nela Vicente (óleo s/ tela)]


Andem, reis e reinados
Façam paisagens nobres em torno
De uma sociedade desigual.
Quem busca igualdade está prestes
a encontrar uma coroa de gesso.
Andem, botequeiros e fregueses,
tomem junto a boa média do dia
E aniquilem junto à tosca da desloca
um motivo crú de internação.
À frente, norte e sul
O caminho fica acima da cabeça,
não tornem a receber gestos e gostos.
À diante, negros e brancos,
gregos e troianos,
Eis o hino da interrupção de classes
Dominantes sob o mastro de legitimidade.
A mente, nossa...que vida, que surpresa!
Quase esqueço de dizer que o poema
Fede como peixe podre quando não se canta.

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