terça-feira, 30 de agosto de 2011

Chove...


Chove.
Delicadamente gotas de orvalho caem sobre o chão seco.
Pálido, o sol, tímido, some.
Chove.
Decididamente sombras enaltecem uma poeira de luz.
Tenso, o mar, louco, apura.
Chove.
Docemente uma agonia se aproxima como um furacão.
Perspicaz, quase morto, solto, o luar.
Chove.
Sinceramente sem perspectivas um estrondo: trovão!
Simpatia, lúcida, a trovoada, barulho.
Chove.
Pra falar a verdade, somente por orgulho.
Chove porque a ausência deu seu lugar pro tédio.
Simplesmente chove.

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