segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Quase




Eu queria tanto elaborar um poema que falasse de amor Mas quando o amor sente que o medo é maior Eu moro em Roma Eu sou filho de condignos alemães com japoneses Misturaram meu sangue no dia em que vivi Fui pego de surpresa Saí pelo canto esquerdo da vida de meus irmãos Eu vivo distante Sou além Sou qualquer um Quase apronto de mim mesmo um grito Estou distante do paraíso Estou distante do inferno Eu quero o sopro do vento Vou atrás da porta torta O galho quebrado A luta vencida O dedo entortado Eu morro em Roma porque me perdi de romã Eu quase estrangulo meu peito Eu sou feito de aço Eu sou torto desde a raiz Sou um filho aprendiz Desfaço todo o preço Não acredito no país Não acredito nem em meus pais Não creio que exista paz Eu sou chumbado de nervo Sou na terra um peso Quase digo besteira Porque a todo o momento quem eu mais penso é no meu departamento Eu aprendo que não sou assim tão louco Um pouco solto Torto Tonto Medo Susto Pulo Grito Corro agito enfim amém

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