Quando pela manhã eu me levanto
Levanto e meio me arrumo
Ponho sapatos calças e palitó:
- obedeço ao trajeto.
Vou pro subúrbio.
Não há imagem nisto,
Não esperança,
É dia de trabalho,
Saio com remelas nos olhos
Pasta no canto esquerdo da boca,
Terça feira,
Passo na feira
Como um pastel e tomo um café
preto
Sem açúcar; sem sal; nem bem, nem
mal,
Ouço a buzina dos carros a
passarem
Como foguetes ao lado do meu
bonde,
Trepo em seguida no terminal,
Uma fila gigantesca se faz
De trabalhadores com seus
desodorantes frescos
Do sereno.
Vou apertando o sinto;
Vou espremendo minha língua,
A sentir uma agonia, um balanço
Como de esperança.
O suor já bate nas costas,
Dou meia volta volto e meio
E me aproximo do meu espaço,
Eu dentro de mim levado

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