sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A Educação



É de ficar tresloucado com as desventuras que ainda nos cercam. Talvez hoje, (num respectivo ato sincrônico de tempo), as pessoas não deem tanta importância ao que chamamos de Língua e/ou Literatura, ainda, Linguagem. Já que é necessário apenas como um aspecto intermediário entre uma e outra pessoa. Por que estudá-las?
A maior dificuldade do professor de Linguagem em sala de aula está sendo justamente veicular esta ordem – inclusive, de importância fundamental para jovens mentes – pois o mercado vem crescendo e junto a este crescimento, as interrogativas dos alunos. Por que estudar isso? Se eu já sei falar?

Por que fazer o certo dentro dos padrões sociais, se o errado é muito melhor e mais fácil?

Partimos então do princípio de que a Língua que adquirimos é simplesmente a forma de comunicação da qual mais necessitamos.
Em contraposição a estes aspectos, encontramos pessoas desfavorecidas, onde seu maior desejo seria Estudar, com E maiúsculo. Achamos as frases mais famosas até hoje na boca dos mais velhos: “Estude, estude porque senão você não será ninguém”.
E ninguém mais se comove com tanta “burocracia”. Isso não é um retrocedimento ao Regime Militar, de forma alguma, e o autor deste texto não é porventura um neonazista. Mas o que quero por convencionalismo deixar explícito são as maneiras de certa forma, forçosas por onde a escola brasileira caminha.
Primeiro, a falta de interesse dos alunos para com os estudos. Para eles isso é um fato sem relevância alguma, (por enquanto), porque são jovens e mandam no mundo (apenas não conseguem arrumar seus quartos sozinhos).
O segundo aspecto a questionar é a imponderabilidade dos pais em vista dos assuntos que marcam o cotidiano dos filhos. A eles me faltam exemplos para sutil empatia.
Em finalização, a ineficiência e ineficácia das Universidades (principalmente públicas), onde a maioria de seus Reitores (em exemplo de Rubem Alves) não passaria nos vestibulares por eles formulados.
É de arrepiar com as ofensivas questões que nos deparamos (onde pessoas que dispunham de tempo e verba para fazer cursinho preparatório se saem bem), tudo pelo pródigo fato de no vestibular saberem algo do tipo “a estrutura dos espermatozoides . Em contração, infelizmente as que têm um acarretamento de ideias também amplo, e por ventura muita capacidade intelectual, não conseguem por pequenos descuidos à forma como são acusados na mesma instituição.
Talvez isso sirva apenas para basear-nos a que estrada e para qual rumo partimos com a Educação. Parece já não ser uma perambulação de pessoas e sim, uma deambulação. Por que escrever, se eu já sei ler? E por que ler se às vezes eu escrevo? O que nos mede a rodear as mesmas questões é realmente o cuidado com o que pode vir à nossa frente. Se é que o medo nos afronta.  

Everton L. Bastos - 2007

Nenhum comentário:

Postar um comentário