É de ficar
tresloucado com as desventuras que ainda nos cercam. Talvez hoje, (num
respectivo ato sincrônico de tempo), as pessoas não deem tanta importância ao
que chamamos de Língua e/ou Literatura, ainda, Linguagem. Já que é necessário
apenas como um aspecto intermediário entre uma e outra pessoa. Por que estudá-las?
A maior
dificuldade do professor de Linguagem em sala de aula está sendo justamente
veicular esta ordem – inclusive, de importância fundamental para jovens mentes
– pois o mercado vem crescendo e junto a este crescimento, as interrogativas
dos alunos. Por que estudar isso? Se eu já sei falar?
Por que fazer o certo dentro dos padrões sociais, se o errado é muito melhor e mais fácil?
Partimos então
do princípio de que a Língua que adquirimos é simplesmente a forma de
comunicação da qual mais necessitamos.
Em
contraposição a estes aspectos, encontramos pessoas desfavorecidas, onde seu
maior desejo seria Estudar, com E maiúsculo. Achamos as frases mais famosas até
hoje na boca dos mais velhos: “Estude, estude porque senão você não será
ninguém”.
E ninguém mais
se comove com tanta “burocracia”. Isso não é um retrocedimento ao Regime
Militar, de forma alguma, e o autor deste texto não é porventura um neonazista.
Mas o que quero por convencionalismo deixar explícito são as maneiras de certa
forma, forçosas por onde a escola brasileira caminha.
Primeiro, a
falta de interesse dos alunos para com os estudos. Para eles isso é um fato sem
relevância alguma, (por enquanto), porque são jovens e mandam no mundo (apenas
não conseguem arrumar seus quartos sozinhos).
O segundo
aspecto a questionar é a imponderabilidade dos pais em vista dos assuntos que
marcam o cotidiano dos filhos. A eles me faltam exemplos para sutil empatia.
Em
finalização, a ineficiência e ineficácia das Universidades (principalmente
públicas), onde a maioria de seus Reitores (em exemplo de Rubem Alves) não
passaria nos vestibulares por eles formulados.
É de arrepiar
com as ofensivas questões que nos deparamos (onde pessoas que dispunham de
tempo e verba para fazer cursinho preparatório se saem bem), tudo pelo pródigo fato
de no vestibular saberem algo do tipo “a estrutura dos espermatozoides . Em
contração, infelizmente as que têm um acarretamento de ideias também amplo, e
por ventura muita capacidade intelectual, não conseguem por pequenos descuidos
à forma como são acusados na mesma instituição.
Talvez isso sirva apenas para basear-nos a que estrada
e para qual rumo partimos com a Educação. Parece já não ser uma perambulação de
pessoas e sim, uma deambulação. Por que escrever, se eu já sei ler? E por que
ler se às vezes eu escrevo? O que nos mede a rodear as mesmas questões é
realmente o cuidado com o que pode vir à nossa frente. Se é que o medo nos
afronta. Everton L. Bastos - 2007

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