terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Aquele amor




Aquele nosso amor inseguro.
Eu lembro tanto que até penso
Se o dia de amanhã fosse verdade
Levaria tudo sobre os ombros.
Levaria as escadas e as flautas...
Um ritmo contínuo
Agora seria adocicado e relembrado.
Aquele nosso amor se desse certo,
Porque agora também o lembro

Aquele nosso amor inseguro
Que teimava em sobreviver
Estava prestes a transparecer
Sobre os bustos leves e tortos
D’ outro lado da rua...
Aqueles bustos e o poste
Grande prendido sobre travas
De falso engrenamento

Aquele mesmo nosso amor
Que não deu certo se desse certo
Aquele inseguro amor!
Seria durabilidade embalsamada
Quase dita ao nada que por fim
Levaria casas e montanhas ao
Ponto de onde partiu...
Aquele amor se desse certo
Ele estaria como poste de cedro
Firme e co-decorado pelas luzes
Dos postes a noite.

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