Chamo-me ausência;
Algo perdido que se perdeu,
Tempo envolvido que voltou
E misericordiamente, sopro.
Eu aumento meu volume
Com a exaustão do tempo,
Transformo tudo e todos,
Os movo para qualquer lugar,
Chamo-me quase amor
E de forma perdida:
Quebro a cabeça como sombra.
Chamo-me envolvido;
Faço-me de dois tempos:
De sonho e de horas.
As notícias correm
Em velocidades acendidas
Com intuito de aumentarem
A todo instante.
Cada velocidade
É uma cidade que se difere
Do meu credo exato.
Deixo as estrelas se
transformarem,
Acredito no espanto cruel
Das promíscuas simpáticas,
E desbravo com muita força
O sexo oposto ao meu,
Porque sou forte
E pegajoso,
Sou instrumento de força e de
atos.
Fecho meu ato em número III
Com nome final.
Diminuo o volume da ideia,
Ponho meu sonho para
Fora da plateia,
Estou com outro ideal.
Um mais real:
Chamo-me crueldade
Sem fim.
Raios. Trombetas. Sanfonas.
Seus seios me divertem,
Enlouqueço com a paz,
Morro de guerra
Vivo em busca de luz,
Brilho pelo sol
E chamo-me agora um sinal.

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