quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ato número III




Chamo-me ausência;
Algo perdido que se perdeu,
Tempo envolvido que voltou
E misericordiamente, sopro.
Eu aumento meu volume
Com a exaustão do tempo,
Transformo tudo e todos,
Os movo para qualquer lugar,
Chamo-me quase amor
E de forma perdida:
Quebro a cabeça como sombra.
Chamo-me envolvido;
Faço-me de dois tempos:
De sonho e de horas.

As notícias correm
Em velocidades acendidas
Com intuito de aumentarem
A todo instante.

Cada velocidade
É uma cidade que se difere
Do meu credo exato.
Deixo as estrelas se transformarem,
Acredito no espanto cruel
Das promíscuas simpáticas,
E desbravo com muita força
O sexo oposto ao meu,
Porque sou forte
E pegajoso,
Sou instrumento de força e de atos.

Fecho meu ato em número III
Com nome final.
Diminuo o volume da ideia,
Ponho meu sonho para
Fora da plateia,
Estou com outro ideal.
Um mais real:
Chamo-me crueldade
Sem fim.
Raios. Trombetas. Sanfonas.
Seus seios me divertem,
Enlouqueço com a paz,
Morro de guerra
Vivo em busca de luz,
Brilho pelo sol
E chamo-me agora um sinal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário