Um dia.
Talvez, porém à
noite...
Fosse o que fosse eu
diria simplesmente: foi
Oh, que sorte esta
minha de ainda poder existir.
Chamo de sorte, pois
nunca estudei falta de sorte.
Mas, já tive.
Um dia, uma noite
pode até ser...
Cabe a nada e tudo
sobra...
Tudo agora é raspa
de bolo cru...
Raspamos com colher
de sopa e nos lambuzamos
Com o que nos
deixam...
Dia ou noite
Tanto faz se noite
ou dia...
Conquanto à tarde,
límpida e flora
Que chora como estilhaços
de amor caídos sobre o chão
Chora que demora
Porque chuva de
verão é sempre na mesma hora...
Muda quando quer ou
quando para...
Um dia, ou uma noite
pode até ser...
À tarde é sempre
fria... chora, derrama fortes espinhos de sol
Quebrados e
amortalhados sobre um mesmo céu...
Cortado por entre as
luzes de uma cor e as ondas de outras...
Não que seja o
reflexo do mar, mas é o mar que reflete agora...
E o universo esnoba
e faz da gente sua obra
O que quer que
seja...
Faz para sermos dia
ou noite
Ou tanto faz se
tarde com sol ou não...

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