domingo, 1 de junho de 2014

dia ou noite



Um dia.
Talvez, porém à noite...
Fosse o que fosse eu diria simplesmente: foi
Oh, que sorte esta minha de ainda poder existir.
Chamo de sorte, pois nunca estudei falta de sorte.
Mas, já tive.
Um dia, uma noite pode até ser...
Cabe a nada e tudo sobra...
Tudo agora é raspa de bolo cru...
Raspamos com colher de sopa e nos lambuzamos
Com o que nos deixam...
Dia ou noite
Tanto faz se noite ou dia...
Conquanto à tarde, límpida e flora
Que chora como estilhaços de amor caídos sobre o chão
Chora que demora
Porque chuva de verão é sempre na mesma hora...
Muda quando quer ou quando para...
Um dia, ou uma noite pode até ser...
À tarde é sempre fria... chora, derrama fortes espinhos de sol
Quebrados e amortalhados sobre um mesmo céu...
Cortado por entre as luzes de uma cor e as ondas de outras...
Não que seja o reflexo do mar, mas é o mar que reflete agora...
E o universo esnoba e faz da gente sua obra
O que quer que seja...
Faz para sermos dia ou noite

Ou tanto faz se tarde com sol ou não...

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