sábado, 16 de agosto de 2014

solidão que se deixa


Andando sozinho por aí
A gente sempre encontra alguém
Alguém que esteja perdido igual
Ou que até pareça mas não sabe...
Eu ando às vezes sozinho
Mas nunca encontro solução
Os matos
As rosas
As vidas
E as ternuras das vidas também...
O asfalto molhado depois da chuva leve
Que deixa apenas o cheiro límpido
Da natureza se misturando com petróleo
Isso me causa sofrimento.
Entendo que ao mesmo impasse
Aquele cheiro pesado
E rodado das pastelarias
Da cidade que acalmam as fomes retiradas
De algum lugar que vêm...
Vêm... vêm... repete.. mora... irrompe!!!
Quando a gente anda sozinho sempre
Encontra algum amigo
Até mesmo dentro do coração
Ou que more no coração
Foi andando sozinho que aprendi a narrar
A minha vida e a dos outros também...
Andando sozinho a gente sempre deixa de ser solitário... 

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