segunda-feira, 5 de junho de 2017
Ao vencedor, as batatas!
Era lá naquela terra que tudo acontecia.
O desespero cruel e devastador emanava
Dos buchos dos porcos, dos girinos, dos tortos exemplos.
Era na fazenda modelo
Na revolução dos bichos
Nos moinhos de vento
Na encruzilhada
No nada.
Era no antiquado quadro
De antagonizarias verbais e profanadas
Ao ritmo de políticos sem causa
Sem alma
Sem parte alguma com o nada.
Era no quarto antigo e fedido
que eu me imaginava velho
Como num sótão obscuro
Pelo limbo etéreo do tempo.
Era lá naquele espaço
Que as metáforas ligar-me-iam
Causar-me-iam
Lograr-me-iam
Matar-me-iam
Do espanto e do tédio.
Hoje já nem existe remédio,
O jeito é servir a quem vence:
Ao vencedor, as batatas!
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