Camille Pissarro
E se a impaciência absorver o medo
como um mata borrão antigo
E se o amigo íntimo revidar
Sem obedecer ou abdicar...
Se as horas demorarem passar
Quando necessárias forem
Quando as horas voarem
Quando precisarem um pouco estacionar
E se o freio uma eterna bagagem
De velocidade exercer
Se as histórias deixarem
De se construir
E quando humano não mais for
E se ao passo de tinta escura
Pintarem-se antigos bulevares
E se nesses lugares haver
Apenas pegadas de Marxesitas
ou ametistas ou
Haussmannitas
E se do macadame
Não sobrar nada
Nem o terno
Nem o termo
Nem un mauvais lieu!
Abaixo a rua
Acerca do beco
Afirmo antagônico
E com protocolo:
Se tudo isso se der
Bastará ouvir à noite
o som tênue dos violões de
Ludovico Roncalli.
como um mata borrão antigo
E se o amigo íntimo revidar
Sem obedecer ou abdicar...
Se as horas demorarem passar
Quando necessárias forem
Quando as horas voarem
Quando precisarem um pouco estacionar
E se o freio uma eterna bagagem
De velocidade exercer
Se as histórias deixarem
De se construir
E quando humano não mais for
E se ao passo de tinta escura
Pintarem-se antigos bulevares
E se nesses lugares haver
Apenas pegadas de Marxesitas
ou ametistas ou
Haussmannitas
E se do macadame
Não sobrar nada
Nem o terno
Nem o termo
Nem un mauvais lieu!
Abaixo a rua
Acerca do beco
Afirmo antagônico
E com protocolo:
Se tudo isso se der
Bastará ouvir à noite
o som tênue dos violões de
Ludovico Roncalli.

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