Admite-se, garanto, mão-de-obra barata.
Pago o quanto desejo de quanto posso,
Pago por desmandos, cujos impropérios
Constroem-se e destroem-se em castelos
No modo imperativo da vida em misérias.
Admite-se, garanto, trabalho escorregadio.
Pago pouco por causa do imposto. (O governo me fode).
Pago por pagar, nada tenho a perder.
Garanto e, se duvidar, mando-lhe ao inferno,
Porque estando lá nada preciso pagar
E nada tenho a dever.
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