terça-feira, 26 de junho de 2018

Tempos


Gastam-se as metáforas
Por séculos de espera pela língua-lâmina.
Lânguida no sentido ébrio, expulso do tédio
Causador de esperanças.
Transformam-se em diásporas os escombros,
Os restos de pó do cimento, da areia, dos nervos
E do sangue.
Agora, este impropério de tempo
Que se faz contraposto
Retrata ilustradamente as distintas idades da cidade,
Cujo ferro em aço
Não relata o que faço.
Passo adiante.

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