terça-feira, 10 de agosto de 2010

O trem


O trem de lata passou
Pela vida de um vira-lata sem coragem.
Foi que foi...foi que foi...foi que foi...
Lá, pras bandas de lá do trem
Do morro do vento.
Quanta fumaça levantou
A poeira caiu
E a lua voltou.
Depois da tarde
Entrou a noite, nuvem, tocha, virgem.
O trem passou, se foi se foi se foi
E nada sobrou, nem pó, nem fumaça.
Pela vida de uma lata que vira e vira e vira
E repete ainda mais e mais e mais.
Passou um trem de lata
Pela cidade, mata, pela meta
Pelo metal da coragem do mato.
Atravessou o trem, a fronteira
Do medo e tomou coragem, sem
Qualquer solidão.

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