quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um comodismo torto


Existe, na sociedade brasileira, um comodismo absurdo das pessoas com relação à política. O povo se compara de certa forma, à mesquinhez da reles enganadora e acaba, por fim, dando-se mal. Está na hora das pessoas começarem a ver e entender que o buraco é mais embaixo. A mídia engana? É lógico que talvez. Mas o pior de tudo que o telespectador se deixa enganar, isto é que é absurdo e cruel. Os jovens de hoje não se comprometem mais com o país, uma das causas é a comodidade na sociedade contemporânea, a sociedade do caos que se organiza por e para ele. A repugnância hoje está em se diminuir ainda mais perante o poder, mas quem somos nós para o poder? Vivemos em uma democracia? Não deveriam existir razões para tudo o que é de pior acontecer, mas como o Brasil se vende, cria suas próprias razões para em seguida lançar como consequência dos desastres. Nenhuma carta, nenhuma lei fará a decadência esteja no patamar elevado, a não ser o miolo da sociedade emergir de um lugar submerso pelo desespero e iniciar uma fragmentação analítica do que está havendo a sociedade brasileira. O povo é cômodo, por isso sempre diz sim. “A televisão de deixa burro, muito burro demais”. A TV é uma bactéria que invade as casas e retira cognições de conhecimento e sabedoria do ser - humano. Por isso somos relapsos e inventamos as coisas quando elas não existem. E cada vez mais, por incrível que pareça, os livros estão sendo trocados pelas telenovelas da Globo. A única força que pode modificar este quadro, é a do povo que trabalha e luta pelo bem de todos, sem individualismo nem burocracias. É a nossa ordem e pronto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário