sexta-feira, 11 de março de 2011

Outrora


Há muito tempo aprendi os dizeres de minha terra.
Quando eu era ainda um garoto moleque...
Naquele tempo não tinha tempo ruim,
Era sol todo dia.
Depois aprendi a guiar-me com os solavancos
Da vida. Meu tempo de menino
Que era foi e nunca reapareceu.
Mas personificado ainda vive
Nos garotos de agora,
Que vejo, ainda, no parquinho de diversões:
- Os meninos a correr atrás das menininhas
E estas gritam desvairadas.
Um momento que foi de relance
Bem aproveitado e que desvanece
Na consciência límpida
E crescente de outrora.
A coragem surpreende-me
Em seguir um trajeto luminoso
Entre a meninice e a fruta madura
Que se faz num maravilhoso pé de amora.

Um comentário:

  1. Do ontem, não lembro além do escolhido, do resto, imagino ao meu gosto e gosto do que outrora aconteceu. Do hoje, vislumbro um amanhã explêndido enquanto aproveito os dias de elucidativa tempestade.


    Gostei da reflexão despertada.
    Abraço, Guri!!!

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