Não foi a suave luz a passar
Não o grito a ser cruel
Não há do que reclamar
Não há o que dizer:
- Não me venha impor,
Mas as palavras que agonizam
Perpassam
Mudam
Resplandecem
Não venha me dizer que não foi.
Não foi a coragem que caiu
Não foi o pulso que se cortou
Não foi a mira que se atingiu
Não há o que dizer:
Não, não há!Não há fatos contra efeitos
Não fiz de tudo
Não é a luz que enegrece
Não é o tédio que resplandece
Não creia, não!Não me fiz de mudo
Não me fiz de surdo
Não foi quem fez?
Não há do que se envergonhar
Não há nada a se estender
Não creia no absurdo relato
Não foi a terra a explodir
Não há mundo a supor
Não creia no relapso instante
Não releia a natureza enfarde
Não suponha! O som a aurora
Não sinta-se fora:
- Não por dentro
Não sem êxtase: Não!
Não assim; sim.
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