
Pálida sobre os meus ombros
Tangia o meu dia aquela moça
Mas eu, de ébrio desconhecia o nome que porventura
Chamou-me de louco. Solto a aplaudi entre o tumulto
Dentre os carros e festas que passavam e me atiravam
De cima como um arco de um prédio.
Depois de pouco menos de um dia
Trouxe-me uma cesta com frutas e sonhos
Junto duma nuvem de esperança para minha vida.
Foram-se ou esvaíram-se os vendavais
Conquanto uma tempestade que era miúda como a lua
Trouxeram n’outro tempo a esperança súbita e tremenda
De um novo porvir, uma luz que se atirou sobre os meus pés
Do tédio que me adornava.
Fui-me reinventando e chamando-me por mim
De um nome desclassificado dentre os nomes
Que continham na lista da pálida mulher
Que agora era e me admirava.
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