sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vênus de Luz


És, Vênus, um ímpeto de luz.
Surges sempre bela e tímida.
Depois sorri e busca em ínfima paz um olhar tenro,
Próprio, que não se pode entender
Se és azul ou se és mar...


E aos poucos o que eu entendo,
Se é que eu entendo, cumpro de aviso
Um terço de abraço e resplandeço.
Me mexo e sou o mesmo, simplesmente...

Quando desvaneces sobre os cabelos
Me enlouquece e do teu olhar meigo
Retiro sutilezas, grandezas que se
Constroem humildemente com pequenas coisas:
Sorriso, simpatia, ternura e sensatez...

Teu trejeito me deixa sem jeito,
Arrependo-me dos ditos não ditos
E das coisas mais intensas das quais
somos parte. És fatia de sonho
que quando se torna realidade
Fica longe, mórbido e lúcido ao mesmo tempo.
E se és este pedaço sem explicação viável no mundo,
Continuo eu, reluzente como céu em dias de amor.
E mesmo do amor desfeito
Acredito intensamente, por fim, conseguir encontrar o grand canyon
sobre seu olhar de mistério que lucidamente me beija,
Me comove e derrete-me até aos eixos da própria existência.
[...] Porque esta, a vida encontrada, merece mais do que imaginas e do que fazes...
E tudo é tão perfeito que faltam-me letras.

Um comentário:

  1. Luz é o que encontro com a leitura deste! Luz, encantadora luz.


    :)
    Maria Lúcia Martins

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