Não te capacita pelo enredo que traz no gogó
Teu primeiro desejo é o de fazer-se entender num mundo cruel e vasto.
Já o segundo desejo talvez seja o improvável desfecho de uma vista estanque e
incrédula.
Não me admira o teu jeito estático e tísico como a um milagre mal resolvido,
Porque se milagre é, é realístico, veio necessariamente do pó.
A agonia que te subverte os sentidos
É a mesma que te amargura por dentro das entranhas.
E o alimento de que te serve é o instante que perde ao dispor a vida na
internet
(Este poema só tem a dizer, não interessa seja verdade ou não!)
Não te relacione com a alteridade que tanto desconhece.
Não me admira que tanto te relacione(?)
Meu mundo egoísta e íntimo alerta-me a expressar-me e só,
Já que dos tantos nãos, ditos e reditos,
Emerge a ideia de alguns sins complacentes e indistintos
Idiossincrasias existem a todo tempo.
Intimidades existem o tempo inteiro.
Metade das tarefas são feitas porque só.
Só são feitas por causa da propaganda.
Feitas por causa do destaque.
Trabalha pelo destaque, e só!
Trabalha de aconchego, e só!
Trabalha pela lágrima, e só!
Amargamente me escalda
E me torno, logo logo, pó.







