
Desejas, meu encanto,
Que eu seja somente aquilo que pensas?
Amiúde não basta que sintas
Meramente o que sou ou digo.
Pensas, talvez, meu bem,
Que qualquer dia eu te encontres?
Andarei a caminhar d’outro lado da via
Para não esbarrar em teus assombros.
Conceda-me, anjo, um leve olhar
E, portanto, mais que além de um sorriso
Me levarás sozinha, estarrecida ao paraíso
E estarei eu, informe, com a vista para o mar.
E não serei nem aquilo que pensas
E não serei nem aquilo que és.
O que pensas se transformará em sonhos
E o que és será sempre a cópia do que sonhas.
Que eu seja somente aquilo que pensas?
Amiúde não basta que sintas
Meramente o que sou ou digo.
Pensas, talvez, meu bem,
Que qualquer dia eu te encontres?
Andarei a caminhar d’outro lado da via
Para não esbarrar em teus assombros.
Conceda-me, anjo, um leve olhar
E, portanto, mais que além de um sorriso
Me levarás sozinha, estarrecida ao paraíso
E estarei eu, informe, com a vista para o mar.
E não serei nem aquilo que pensas
E não serei nem aquilo que és.
O que pensas se transformará em sonhos
E o que és será sempre a cópia do que sonhas.
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