
As lembranças são que nem água no gelo
Que se dissolvem e vão levando ao mar adentro
Eu vou pensando devagar em minha vida
E os meus planos anunciam um novo espaço
Ainda lembro das manhãs de geada
E pela estrada eu caminhava a esmo e lindo
Como a procurar por um milagre em um dia infindo
Que não passava de um plano de chegada...
Nas noites claras com a lua equilibrada
Entre a paz e a lucidez de cada instancia
Eu ia pulsando meus olhos sob uma distância
Que se dissipava através de um campo de milho...
Depois o dia amanhecia em forma de alegria
Tomava conta das montanhas, das BR’s, do rio
E o gelo se quebrava e seu lugar entregava em tantos mil
E o pecado mútuo quebranto aos pouco se derretia...
E dos passarinhos escorriam cantorias
Que perfaziam as varandas das senhoras felizes,
Em cada uma das casas tinha um beija-flor aprendiz
Quase instalado idilicamente a produzir arterias...
Era um encanto viver naquela terra que se descobriu
Num dia de minha infância e eu que nasci ali naquele dia
Porque lembrei que viver era o mais importante e eu queria
Mostrar ao mundo a minha coragem e num segundo a porta se abriu...
Dentro desta terra cheia de encantos e desejos
Eu corri na chuva de verão quando ele entrou num porvir
E da igrejinha se avistava o ninho d’um João-de-barro na hora de sair
E aquilo dava mais entusiasmo nas orações e nos festejos...
Foi então que acabou meu dia porque eu já era homem.
Quando me olhei no espelho eu tinha barba e era grande
Meus olhos funcionavam como uma espécie de cais num semblante
E aos poucos fui me doando a mim mesmo como fazem os que somem...
Que se dissolvem e vão levando ao mar adentro
Eu vou pensando devagar em minha vida
E os meus planos anunciam um novo espaço
Ainda lembro das manhãs de geada
E pela estrada eu caminhava a esmo e lindo
Como a procurar por um milagre em um dia infindo
Que não passava de um plano de chegada...
Nas noites claras com a lua equilibrada
Entre a paz e a lucidez de cada instancia
Eu ia pulsando meus olhos sob uma distância
Que se dissipava através de um campo de milho...
Depois o dia amanhecia em forma de alegria
Tomava conta das montanhas, das BR’s, do rio
E o gelo se quebrava e seu lugar entregava em tantos mil
E o pecado mútuo quebranto aos pouco se derretia...
E dos passarinhos escorriam cantorias
Que perfaziam as varandas das senhoras felizes,
Em cada uma das casas tinha um beija-flor aprendiz
Quase instalado idilicamente a produzir arterias...
Era um encanto viver naquela terra que se descobriu
Num dia de minha infância e eu que nasci ali naquele dia
Porque lembrei que viver era o mais importante e eu queria
Mostrar ao mundo a minha coragem e num segundo a porta se abriu...
Dentro desta terra cheia de encantos e desejos
Eu corri na chuva de verão quando ele entrou num porvir
E da igrejinha se avistava o ninho d’um João-de-barro na hora de sair
E aquilo dava mais entusiasmo nas orações e nos festejos...
Foi então que acabou meu dia porque eu já era homem.
Quando me olhei no espelho eu tinha barba e era grande
Meus olhos funcionavam como uma espécie de cais num semblante
E aos poucos fui me doando a mim mesmo como fazem os que somem...
Eitcha momento assustador... quando se percebe que o tempo voou e crescemos. Embora sempre é possível manter-se qual criança em período de férias, sem preocupação alguma, mas claro, agora, só em instantes imaginados.
ResponderExcluirGuri, um grande abraço!