
A minha poesia não explica nada.
Ela não veio para explanar nada.
Sem fonte nenhuma. Sem crucificação.
Uma fixação. Ficção: embora acredite: ficção.
Minha poesia não argumenta nada.
Não serve de nada.
Poesia simples sem rima.
A rima se perdeu como o tempo que passa.
Poesia metódica que não segue passos.
A minha poesia. Meramente falta de alegria.
Sem intuito sem paixão sem força.
A minha poesia não se arquiva.
É encontrada no nada.
No misterioso hall de entrada sem explicação.
Basta. Minha poesia. Apenas minha.
Não se explica o tédio nem o medo.
Nem a alforria nem a angústia.
Não se explica a ausência ainda que perturbe.
Nada explica esta puta danada poesia.
Uma verdadeira cagada.
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