quarta-feira, 8 de junho de 2011

Romantismo conectado a mais de mil kbytes

Não consigo entender o que ela diz...
Não consigo não consigo não consigo
Não consigo não consigo não consigo
Não consigo não consigo não consigo
Não consigo não consigo não consigo
E isto me atinge como um trem de partida
Um trem gigante que desce Paranaguá!
Além meu bem existe um mundo
Que se imagina a todo instante, mas
Eu não consigo eu não persisto eu não atinjo
Eu não eu não eu não.
Soada punk do meu mundo instante
Meu mundo agora que se fez e meu Deus:
Sou eu me sou eu me tenho eu me tranco
Num quarto imaginário que invento
Para discernir meu bem meu mal um mau um bom
Um melhor traquejo e eu não entendo mesmo assim
A lida, esta estranha vida encalhada no meu sexo
No meu tédio. Se feixe dentro da sala de estar
E não diga que me ama: Se a tua mentira me comove,
Então a invente e a faça a luz de verdade.
Minha eterna idade não passa
E eu não entendo, mesmo assim, o que ela diz:
Não consigo não consigo não consigo
Não consigo não consigo não consigo
Não consigo não consigo não consigo
E isto me vem como um trem
Um site quebrando janelas tantas
Um mal do século um avanço luminoso
Em hertz em kbytes.
O meu poder não suporta tanta dor
E minha masculinidade transgride uma média
De manhã, revista, palpitada com um sorriso
De uma mulher que eu não compreendo nenhum olhar seu,
Eu não consigo eu não consigo mesmo,
Entender o que ela diz.
Mesmo no tédio eu vivo
Um reflexo no novo exame
De sentido e minha letra
E o teu dedo e teu ombro e teu olhar
E isso se vai indo e sei lá o que me dá...
Acabou-se o ar:
Saiba-me, a partir de agora, ler
Porque do pó vim e a poesia serei.

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