E se a poesia salvasse?
Não haveria salvação
Porque tudo haveria de se perder.
Embora eu cruzasse campos de trigo
E perais alaranjados pelo sol longo de inverno
Sempre existiriam as rochas lúgubres
Imparciais de luz.
E se a poesia respondesse?
Ela já não responderia.
Ninguém acreditaria.
Se eu soubesse as respostas.
Não! eu não sei.
Continuo uma interrogação
E nesta fugaz meditação
Somente reapareço
De vez em quando
E às vezes
Meio discreto
Desapareço.
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