sexta-feira, 12 de julho de 2013

Se a poesia



E se a poesia salvasse?
Não haveria salvação
Porque tudo haveria de se perder.

Embora eu cruzasse campos de trigo
E perais alaranjados pelo sol longo de inverno
Sempre existiriam as rochas lúgubres
Imparciais de luz.

E se a poesia respondesse?
Ela já não responderia.
Ninguém acreditaria.

Se eu soubesse as respostas.
Não! eu não sei.

Continuo uma interrogação
E nesta fugaz meditação
Somente reapareço
De vez em quando
E às vezes
Meio discreto
Desapareço.

Nenhum comentário:

Postar um comentário