Vês? flor bela que me espanca
até a morte.
Quando caminhas parece
uma paina a dobrar-se pelo ar,
Quando estremeces ao me ver,
parece ter medo do medo de me chamar.
Intuo, num impacto dinâmico da consciência e,
como se fosse um objeto qualquer
eu resplandeço feito um nobre homem de coragem.
Percebes? Se percebo-te diante dos meus ouvidos
giro num ímpeto diante da cabeça
e esplandeço a tua paz.
Percebes? Se percebo-te num brilho fosco,
numa câmera nublada, tenho um sol
nos membros soltos de meus singelos versos.
Vês? Porque quando caminhas
eu, junto, caminho num traço
calmo da escassez ultra-humana.
Parece ser um filme,
por minha cabeça se passa um romance,
da minha boca sai um estrondo.
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