sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Relato

Tapo os meus ouvidos
Surto sem querer!
Carros passam
Passo por lá...
Tenho coragem em ter medo,
Sou um ser-humano relato.
Sou fugaz como a areia da praia.
Fecho os meus olhos
Curto sem querer,
Vem de longe um negrume
de névoa porquê!
Por isso corro e me imploro,
Faço meu samba
E fico sem rugas.
Deixo os carros passarem,
Os prédios passarem,
Os biarticulados passarem,
Na praça, junto do banco branco
E dos pombos me abasteço
Das árvores instantâneas
Que o Deus me dá.

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