terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A moça


Uma moça singela passa a escada,
Vai indo, andando, que bela;
Depois do paraíso come a maçã;
Depois, em diante; torna-se pequena orfã.
Já tem um marido;
Um homem grosso, estúpido e sem graça.
Depois uma moça singela torna-se sutileza;
Ela adormece no quarto chorando
Lágrimas de solidão. E sem nenhuma compaixão
O homem esquece da bela moça, da maçã, nobreza.
E o mundo se faz em minuciosa solidão.

2 comentários:

  1. Eu vou correndo para Campo Largo pedir autógrafo a esse poeta antes que ele fique famoso demais e esqueça da gente humilde!!!!!!!!!! Parabéns meu amigo, bela poesia, não esqueça do Concurso de poemas Helena Kolody. Quando você ganhar me convida para o churrasco de comemoração.
    Abraços.
    Renatinho

    ResponderExcluir
  2. Dialogando com "A moça":

    Um mundo:
    Um quarto;
    Uma casa;
    Um quintal;
    Um bairro;
    Uma cidade e
    Uma escola.

    O paraíso:
    A alfabetização,
    Muitos livros e tantos novos mundos!


    Abraço, Guri!!!

    ResponderExcluir