sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A esperança analisada entre o viés da lucidez e da embriaguez




PARTE I – O ENCONTRO
Se por ventura eu te encontrasse num bar, bêbado
E te levasse aos lábios um beijo sólido
Tu, tímida, me dirias que estivesse eu louco
Quase morto de paixão e aflito e desesperado

Porque envolto a um lado profundo
Como um mar sem aparições nem sonhos
Conquanto assim, tu também me beijarias
Por tempo indeterminado.

PARTE II – O BANCO E A CHUVA
Tímidos e soltos, nós em meio a uma chuva
Após a tarde sentados em um banco qualquer
E tu serias a rainha de toda e qualquer mulher
Sobre um mundo que se faz presente em
Instantes eternos meramente certos.

PARTE III – A ESTRELA
E a Estrela que brilharias em teus dentes
Um mito, fingiria eu tão completamente
Porque poeta teria de um dia ser.
Amargurado pelo desprazer de uma vida
Inteira pela frente e pelo quebranto
Das horas que me botariam em certezas desertas
Por um instante de amor.

PARTE IV – A METAMORFOSE HUMANA
E se brilho como a tua luz a de saber
Eu prefiro entender aos poucos
Que a sensatez é um pouco parte liquefeita
Da nossa coragem. Da nossa imensa coragem
Em amar aos poucos até chegar à hora certa.
Com certeza de que o poema
Valeu-se dos minutos inteiros,
Adiciono um quarto de esperança
E brandura para que de tua tristeza
Se faça alegria e de tuas lágrimas
Luzes de nostalgia e esperança.

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