sexta-feira, 4 de maio de 2012

Brutal



Não me deixe assim tão só
Não me cale
Minha boca ora condiz ditas
E outrora não diz nada.
Não me convença
Me deixe
Porque quem abrirá o lar
Um estranho lar
Sem poesia seria um imenso
Vapor à luz do dia.
Mas, sem rima nem tanto.
Me abrigue no deserto
Dos teus sonhos.
Sonhos impossíveis
E te ponho na poesia
Inimaginável.
Te curo da tosse
E da luz que te fere.
Fica escuro
E mesmo assim eu canto.
Faz frio na alma
Eu canto.
A cifra do título
E uma canção de miséria
A qualquer canto.
Sutilezas
Tristezas
Esperanças
E certezas
(...)
Tudo em vão se a coragem
Não habita o corpo.
Mente
Ou finge.
Sonhe contigo
Em terceira pessoa
E acordará, quem sabe,
Suada e com febre.
Contudo, uma febre louca
Se espandirá
E acordará a vila
Os peixes do mar.
Não me deixe assim tão no pó
Amiúde uma escolta de amor
Apareça aos poucos
E eu me sinta melhor.
Pois o amor
Esta palavra humilde
Representa uma pintura
O de tanta aventura
Tanta censura
Eu obedeça os atos.
Três, dois, um
Quem saberá?
Uma música persiste
Brutalmente da cabeça.

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