Grandioso amor minha face compreende
E uma pequena angústia me trinca os olhos,
Ardem dolorosamente sem senti-los ao piscar.
Meu corpo se faz de um tremor sem explicação
e sofro por ti, por isso, sofro por ti.
Amanheço em uma cama úmida e singela
Condigo-me, amarelo de padecimento,
Numa volúpia tangente que me desorienta
A cada encruzilhada.
Nestas noites que passo sobre
As vibrações dolorosas e penosas do fastio
Morro de tédio e paixão
Que pareço um animal feroz, mas que no fundo
É um manso bicho sem paz.
Então as flores com seus perfumes
Abrem-se num novo porvir
Sinto-as coloridas nas mãos:
- Eu enlouqueço.
Por instantes o teu olhar me incendeia,
O amor dos teus lábios me toma o corpo
E teus seios que palpitam sobre uma fenda no divã
Deixam-me à luz da lua a ver navios,
Coloco-me entre teus cabelos; mulher amada,
Rubros ou instantâneos, não sei ao certo
Mas são Obra de uma beleza infindável.
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